Um bom site para clínica e consultório precisa passar em duas provas ao mesmo tempo: a do Google, que decide se a página aparece para quem procura a sua especialidade na cidade, e a do conselho profissional, que define o que médicos e dentistas podem divulgar. O checklist da CC Corps junta as duas em 20 itens, com quem pede cada um e o sinal de que o seu site já está certo.
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Por que o site de clínica passa por duas provas
O site de clínica é avaliado com mais rigor que o de uma loja ou de um restaurante, porque trata de saúde. O Google precisa confiar que a informação vem de um profissional identificado. O conselho profissional, que é o CFM para médicos e o CFO para dentistas, precisa ver uma divulgação ética, informativa e sem promessa de resultado.
A prova do Google: quem responde pelo que está escrito
Quando o assunto mexe com a saúde das pessoas, o Google procura sinais de que existe um profissional de verdade por trás da página. As orientações do Google sobre conteúdo útil pedem que fique claro quem escreveu, qual a experiência dessa pessoa e por que ela entende do tema.
Saúde está no grupo de temas que o Google chama de YMYL. YMYL (do inglês "Your Money or Your Life") é o nome que o Google dá aos assuntos que podem afetar a saúde, a segurança ou o dinheiro das pessoas, e que por isso pedem mais sinais de confiança. Na prática, um site anônimo, sem nome de médico ou dentista, tende a perder espaço para o vizinho que mostra quem atende, onde e com qual registro.
A prova do conselho: CFM para médicos, CFO para dentistas
Para médicos, a regra atual é a Resolução CFM 2.336/2023, em vigor desde 11 de março de 2024. Ela vale para qualquer canal: site, Instagram, perfil no Google e anúncio. Para dentistas, a referência é a Resolução CFO 196/2019, junto com o Código de Ética Odontológica.
As duas pedem a mesma base: divulgação informativa, com identificação do profissional e sem prometer resultado. Os detalhes mudam de um conselho para o outro, e por isso o checklist separa o que vale para cada um. A tabela completa de pode e não pode está no guia de publicidade médica no Google.
Uma terceira camada: os dados do paciente
Todo formulário que pede nome, telefone ou o motivo da consulta coleta dados pessoais, e a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados, Lei 13.709/2018) entra no checklist. Dado pessoal sensível é a informação que a LGPD protege com regras mais rígidas, como origem racial, convicção religiosa e dado referente à saúde (art. 5º, II). Por isso o site precisa de uma política de privacidade e não deve pedir, no formulário, mais do que o necessário para marcar o contato.
Perfil no Google sozinho ou perfil com site?
O Perfil da Empresa no Google costuma trazer o primeiro contato do consultório mais rápido, porque aparece no mapa com nota, rota e botão de ligar. O site para clínica entra quando o médico ou o dentista quer aparecer em buscas mais específicas, como um tratamento, e dar ao paciente um lugar para conferir quem atende antes de marcar.
| Situação do paciente | Perfil da Empresa no Google | Site do consultório |
|---|---|---|
| Procura "cardiologista perto de mim" | Aparece no mapa, com nota, rota e botão de ligar. | Ajuda o perfil a ser considerado relevante, mas raramente é o primeiro clique. |
| Procura um tratamento específico, como "implante dentário com carga imediata" | Mostra o consultório, mas com pouca explicação sobre o tratamento. | Tem uma página só sobre o tratamento, que pode aparecer nos resultados abaixo do mapa. |
| Recebeu indicação e quer conferir antes de ligar | Mostra avaliações e fotos. | Mostra o registro no conselho, as especialidades, estrutura e como é a primeira consulta. |
| Pergunta ao ChatGPT ou ao Gemini por um especialista na cidade | É uma das fontes que as IAs leem. | Também é lido. Um texto claro sobre quem atende e onde facilita ser citado. |
Para a maioria dos consultórios, os dois juntos funcionam melhor que qualquer um sozinho, desde que contem a mesma história: mesmo nome, mesmo endereço, mesmo telefone.
Checklist do site para clínica e consultório: 20 itens
O checklist do site para clínica e consultório da CC Corps tem 20 itens, divididos em 4 blocos: identificação, conteúdo, técnica e divulgação. A coluna "Quem pede" mostra se cada item vem do Google, do CFM, do CFO, da LGPD ou do próprio paciente. Abra o site do seu consultório em outra aba e confira item por item.
Bloco 1. Identificação: o paciente sabe quem vai atender?
A identificação é o bloco que os dois conselhos mais cobram e o que o Google usa para confiar no conteúdo. O RQE (Registro de Qualificação de Especialista) é o registro que o CRM concede ao médico com título de especialista, e é ele que autoriza o uso da palavra "especialista" na divulgação.
| O que conferir | Quem pede | Está certo quando |
|---|---|---|
| 1. Nome do profissional e número de registro | CFM, CFO e Google | Nome completo e número do CRM ou do CRO, com o estado, aparecem no rodapé e na página "Sobre". |
| 2. Especialidade com registro | CFM e CFO | A palavra "especialista" só aparece junto do registro de especialidade no conselho (no CFM, o RQE). Sem registro, o texto diz "atua em". |
| 3. Responsável técnico da clínica | CFM e CFO | Quando o site é de uma clínica, o nome e o registro do diretor técnico ou do responsável técnico estão visíveis. No CFO, a divulgação da clínica traz o nome e o número de inscrição da clínica e também o nome e a inscrição do responsável técnico (Código de Ética Odontológica, art. 43). |
| 4. Página sobre quem atende | Google e paciente | Existe uma página com foto real, trajetória e a forma de atendimento de cada profissional. |
| 5. Endereço e horário reais | Google e paciente | O endereço do site é o mesmo onde o paciente é recebido, com horário atualizado. |
Bloco 2. Conteúdo: o site responde ao que o paciente pergunta?
O paciente chega ao site com dúvidas práticas sobre a especialidade, o tratamento e a primeira consulta. Responder a essas dúvidas é o que faz o site aparecer no Google e o que convence a marcar.
| O que conferir | Quem pede | Está certo quando |
|---|---|---|
| 6. Uma página por especialidade ou tratamento | "Clareamento", "implante" e "aparelho" não dividem a mesma página. Cada um tem a sua, com texto próprio. | |
| 7. Especialidade e cidade no título | O título de cada página diz o que é e onde, como "Cardiologista em Guanambi/BA". | |
| 8. Como funciona a primeira consulta | Paciente | O site explica o que levar, quanto tempo dura e se atende particular, convênio ou os dois. |
| 9. Texto em linguagem do paciente | Google e paciente | Termos técnicos vêm explicados na mesma frase, sem jargão de prontuário. |
| 10. Conteúdo educativo assinado | Google e conselho | Artigos explicam sintomas, prevenção e tratamentos, com o nome e o registro de quem escreveu. |
Bloco 3. Técnica: o Google consegue mostrar o site?
Um site bonito que demora a abrir no celular perde o paciente antes da primeira linha. Os itens técnicos abaixo se testam em poucos minutos, sem programador.
| O que conferir | Quem pede | Está certo quando |
|---|---|---|
| 11. Mesmos dados do perfil no Google | Nome, endereço e telefone estão escritos do mesmo jeito no site e no Perfil da Empresa no Google. | |
| 12. Abre rápido no celular | Google e paciente | O teste gratuito PageSpeed Insights, do Google, mostra a nota do celular em verde. |
| 13. Botão de WhatsApp e de ligar | Paciente | Do celular, um toque abre a conversa ou a ligação, em qualquer página. |
| 14. Código que diz ao Google o tipo de negócio | O site usa dados estruturados. Dados estruturados são um código invisível ao paciente que informa ao Google que ali é uma clínica médica ou um consultório odontológico, com endereço e horário. | |
| 15. Endereço seguro e política de privacidade | Google e LGPD | O endereço começa com https, e a política explica que dados o formulário coleta e para quê. |
Bloco 4. Divulgação: o que fica de fora ou pede cuidado?
A divulgação reúne os itens que mais geram dúvida no CFM e no CFO. Na dúvida, a regra prática é simples: informe, não prometa.
| O que conferir | Situação | Está certo quando |
|---|---|---|
| 16. Promessa de resultado | Não pode | Nenhuma frase promete cura, prazo de recuperação ou resultado estético. O site descreve o tratamento, não o desfecho. |
| 17. Fotos de antes e depois | Cuidado | Médicos: só com finalidade educativa, autorização do paciente, paciente não identificável, imagem sem retoque e texto sobre indicações, resultados insatisfatórios e complicações (Resolução CFM 2.336/2023). Dentistas: só imagens do diagnóstico e da conclusão, do próprio dentista, com TCLE, nome e CRO, e nunca do procedimento em andamento (Resolução CFO 196/2019). Na dúvida, fique sem elas. |
| 18. Valores e condições de pagamento | Cuidado | Médicos podem informar o valor da consulta e as formas de pagamento e anunciar descontos em campanhas, sem venda casada nem premiação (Resolução CFM 2.336/2023, art. 9º, VI e VIII). Dentistas não podem divulgar preço, serviço gratuito nem forma de pagamento (Código de Ética Odontológica, art. 44, I). |
| 19. Depoimentos de pacientes | Cuidado | Para médicos, a Resolução CFM 2.336/2023 aceita depoimentos sóbrios, sem promessa. Para dentistas, a Resolução CFO 196/2019 não traz regra própria, e o Código de Ética proíbe identificar o paciente para autopromoção (art. 44, VI): o mais seguro é não usar. |
| 20. Superlativos e comparação | Não pode | Nada de "o mais procurado da cidade", "referência número 1" ou comparação com outros profissionais. |
Os itens 1 a 15 você confere sozinho. Os itens 16 a 20 valem uma conversa com o seu conselho regional, porque cada especialidade tem as próprias zonas cinzentas. Para quem atende odontologia, o guia de marketing para dentistas detalha o que muda em relação aos médicos.
Clínica com vários profissionais: o que muda no site
Numa clínica com mais de um médico ou dentista, o site precisa apresentar a clínica como um todo e também cada profissional que atende. Sem essa separação, o Google, as IAs e o paciente não conseguem saber quem é especialista em quê, e a página certa deixa de aparecer quando alguém procura o nome do profissional.
A clínica como um todo
A página inicial apresenta a clínica: endereço, horário, especialidades e o responsável técnico com o registro no conselho. É a página que deve bater com o perfil da clínica no Google.
Uma página para cada profissional
Cada médico ou dentista ganha uma página com nome, registro, especialidade, foto real e os tratamentos que faz. Quando o paciente procura o nome de um profissional, é essa página que aparece. Ela também ajuda as IAs a ligar o profissional à clínica certa.
Especialidades que não se misturam
Se a clínica tem ortodontia e implante, ou cardiologia e endocrinologia, cada área precisa da sua página. Uma única página "Nossos serviços" com tudo junto não aparece bem para nenhuma das buscas.
Erros comuns em sites de clínica e consultório
Os erros mais comuns em sites de clínica e consultório não são técnicos. Eles são de informação que falta, como o nome e o registro de quem atende, ou de texto que promete demais, como resultado de tratamento e superlativos que o CFM e o CFO não aceitam. A lista abaixo ajuda a encontrar cada um no seu site.
- Site sem nenhum nome de profissional, só com a marca da clínica e fotos de banco de imagens.
- Telefone antigo no site e número novo no perfil do Google, ou o contrário.
- Galeria de antes e depois copiada do Instagram sem conferir a regra do conselho.
- Formulário que pede o histórico de saúde do paciente logo no primeiro contato.
- Banner de "avaliação gratuita" ou "só este mês" na página inicial.
- Todas as especialidades numa página só, com o mesmo título.
Depois que o site estiver no ar, as avaliações do perfil passam a pesar tanto quanto ele. Veja como responder avaliação negativa no Google sem expor o paciente, porque o sigilo também vale nas respostas públicas.
O que acontece quando o consultório é encontrado no Google
Quando perfil, site e conteúdo contam a mesma história, o consultório passa a receber pacientes que procuraram a especialidade na cidade. O caso abaixo é real, publicado com autorização da cliente, e mostra a evolução das consultas de uma cardiologista de Guanambi/BA atendida pela CC Corps.
Se você é médico, veja como consultórios médicos aparecem no Google com perfil e site trabalhando juntos. Se atende odontologia, o caminho está na página de SEO para dentistas. E, se prefere começar pelo diagnóstico, dá para ver o que o Raio-X mostra sobre o seu negócio numa reunião gratuita com os sócios.
Perguntas frequentes sobre site para consultório
Médico precisa colocar o CRM no site?
Sim, médico precisa colocar o CRM no site. A Resolução CFM 2.336/2023 pede nome completo e número do CRM, com o estado, em toda divulgação, inclusive no site e no perfil no Google. Quem anuncia especialidade também informa o RQE, que é o registro de especialista no conselho. O lugar mais comum é o rodapé de todas as páginas e a página sobre quem atende.
Clínica odontológica precisa mostrar o responsável técnico?
Sim, a clínica odontológica precisa mostrar o responsável técnico no site. Pelo Código de Ética Odontológica (art. 43), a divulgação da clínica traz o nome e o número de inscrição da clínica e também o nome e a inscrição do responsável técnico no CRO. Confira na Resolução CFO 196/2019 os demais dados exigidos para o seu caso e repita os mesmos dados no perfil no Google.
Posso usar fotos de banco de imagens no site do consultório?
Fotos de banco de imagens servem para ilustrar um texto educativo, mas não para mostrar a equipe, a estrutura ou os pacientes do consultório. O paciente espera ver o lugar e as pessoas reais antes de marcar, e uma foto genérica passa a impressão contrária. Fotos próprias também deixam o site coerente com as fotos do Perfil da Empresa no Google.
Site de consultório precisa de blog?
O blog não é obrigatório no site de consultório, mas artigos que respondem às dúvidas dos pacientes ajudam o site a aparecer em buscas além do nome da especialidade, como sintomas, prevenção e tratamentos. Cada artigo precisa dizer quem escreveu e com qual registro no conselho, porque conteúdo de saúde sem autor identificado perde confiança no Google e com o paciente.
Quanto tempo o site leva para trazer pacientes?
No trabalho da CC Corps com consultórios, a implementação leva 30 dias e os primeiros contatos costumam chegar entre 45 e 60 dias. O prazo muda com a especialidade, a cidade e a concorrência: uma especialidade com poucos profissionais na região costuma aparecer antes de uma muito disputada. Resultados variam conforme área, cidade e concorrência.
Quanto custa um site para clínica?
O valor de um site para clínica depende do número de especialidades e de profissionais, do conteúdo que precisa ser escrito e do que o consultório já tem, como perfil no Google e fotos próprias. Na CC Corps, o valor só sai depois do Raio-X de Demanda no Google, reunião gratuita em que os sócios entendem o objetivo, a cidade e a concorrência. As faixas do mercado estão no guia sobre quanto custa um site profissional.
Vale a pena ter site se o consultório já tem perfil no Google?
Para a maioria dos consultórios, vale a pena, porque o perfil e o site fazem trabalhos diferentes. O Perfil da Empresa no Google traz o contato de quem procura um especialista "perto de mim". O site aparece em buscas por tratamentos específicos e mostra o registro, as especialidades e como é a primeira consulta. Os dois funcionam melhor com o mesmo nome, endereço e telefone.
Quando o site não é a prioridade do consultório?
O site não é a prioridade quando o consultório ainda não tem o Perfil da Empresa no Google verificado e completo, porque o perfil costuma trazer o primeiro contato mais rápido. Também vale esperar quando os dados básicos ainda vão mudar, como endereço, telefone ou nome da clínica. Nesses casos, o caminho é organizar o perfil primeiro e montar o site com os dados definitivos.
O formulário do site pode pedir informações de saúde?
O formulário do site para clínica deve pedir só o necessário para marcar o contato, como nome, telefone e a especialidade procurada. Pela LGPD, informação de saúde é dado pessoal sensível e exige cuidado maior, por isso histórico, exames e sintomas ficam para a consulta. A política de privacidade do site explica quais dados o formulário coleta, para que servem e por quanto tempo ficam guardados.
O site do consultório pode aparecer no ChatGPT e no Gemini?
Pode, porque o ChatGPT, o Gemini e os resumos de IA do Google também leem sites quando alguém pede indicação de especialista na cidade. Um texto claro sobre quem atende, com nome, registro, especialidade e endereço iguais aos do perfil no Google, facilita que o consultório seja citado. A CC Corps explica esse trabalho na página de SEO para IA.
Fontes: Resolução CFM 2.336/2023 (portal oficial do CFM sobre publicidade médica) · Resolução CFO 196/2019 · Google: como criar conteúdo útil e confiável. Este guia é informativo e não substitui a orientação do seu conselho regional.